O reboot de Anaconda estrelado por Jack Black, Paul Rudd e o nosso querido Selton Mello está chegando aos cinemas nesta quinta-feira de natal. O longa dirigido por Tom Gormican, (O Peso do Talento) gerou diversas polêmicas quando as primeiras notícias sobre o filme começaram a ser divulgadas, principalmente por conta da escalação de Jack Black e Paul Rudd como protagonistas, visto que ambos os atores são mais conhecidos por papéis em filmes de comédia, o que para um filme chamado Anaconda parecia ser algo extremamente incoerente. Felizmente, a mistura de humor e sátira adicionada neste novo filme é exatamente o que Hollywood precisava diante de tantos reboots e remakes que apenas entregam mais do mesmo em enredos vazios e sem carisma.

O novo filme aposta em uma estrutura de enredo já usada há muito tempo em outras obras que se baseiam em “filmes dentro de filmes” para desenvolver sua própria história, ao mesmo tempo que se utiliza disso para criticar as tendências de grandes estúdios em se aproveitarem de franquias consagradas para arrecadar alguns milhões de dólares. É justamente nessa trama que conhecemos os personagens de Jack Black e Paul Rudd cujas carreiras estão completamente estagnadas e sem rumo, até que surge a oportunidade de dirigir uma nova versão do filme de suas vidas, Anaconda, de 1997. Partindo dessa ideia, o longa aborda a relação dos personagens muito bem, nos apresentando suas motivações e vínculos antes da aventura principal de fato começar é justamente isso acaba criando uma conexão com outro longa estrelado por Jack Black: Trovão Tropical.

Anaconda funciona perfeitamente como um Trovão Tropical 2.0 ao se utilizar de piadas, easter eggs e referências tanto internas quanto externas do longa original de 1997. O bom humor de Jack Black e Paul Rudd são bem desenvolvidos ao longo da história do filme e proporcionam doses hilárias de diversão com cenas que certamente irão te fazer ter um grande ataque de risadas. Apesar do humor, a tensão e ação do longa original ainda está muito presente no filme que dosa bem as sequências em que precisa ser dramático, tenso e divertido. O fato de ter no elenco um ator brasileiro, também traz muita representatividade e identificação cultural dentro da trama, com Selton Mello tendo a chance de abordar seu lado cômico que lembra em muitos momentos a um de seus personagens mais icônicos de sua carreira, sendo uma grata surpresa no filme e tendo o destaque merecido em produções hollywoodianas. Ainda que o novo longa não tenha sido filmado no Brasil como o filme original, é muito bom ver a Amazônia sendo referenciada em tela e trazendo as conexões necessárias para o andamento do enredo.

A ação e tensão do filme são grandes acertos da nova produção que sabe muito bem quando encaixá-los em cena, especialmente quando longa apresenta suas surpresas e reviravoltas que prendem a atenção do espectador a cada momento, tornando a experiência no cinema ainda mais memorável. Os efeitos visuais estão muito bons, assim como sua trilha sonora que possui músicas alternadas entre rock, pop, hip hop e canções brasileiras. No fim das contas, Anaconda de 2025 é um filme que valoriza a importância do cinema ao mesmo tempo que critica a Hollywood atual que vivenciamos hoje, sem ter a necessidade de se tornar um filme apelativo, mas usando de seus recursos internos e externos para entregar aquilo que o espectador quer ter ao assistir um filme como esse que é de relaxar e se divertir por algumas horas sem se preocupar com os problemas da vida, sendo assim um dos longas mais divertidos deste ano e um presente que vale muito a pena conferir nas telonas.
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