O filme é um verdadeiro gatilho para quem tem talassofobia e claustrofobia. Além de explorar o medo visceral do fundo do mar e do desconhecido, a narrativa constrói uma tensão sufocante ao colocar Jay em uma situação aterrorizante, preso no interior do animal por boa parte do filme.
Baseado no romance Whalefall, do autor americano Daniel Kraus, a produção acompanha a jornada de Jay Gardiner em uma história de esperança e superação. Após a morte do pai, Jay retorna à antiga casa da família e decide se aventurar no oceano para tentar resgatar seus restos mortais. O mergulho vai além do luto: é uma busca pessoal para provar a si mesmo o próprio valor, após anos tendo sua coragem reprimida pelo pai.
Contudo, o roteiro falha em construir uma verdadeira sensação de urgência, especialmente em relação ao tempo limite do oxigênio. Em vez de entregar aquele suspense de roer as unhas sobre a sobrevivência do protagonista, a condução da cena acaba tornando o desfecho bastante previsível, tirando parte do impacto e da tensão do momento.
