Introdução

Desde o lançamento de Tron: O Legado muito fãs da franquia ficaram na expectativa de conferir qual seria o destino dos personagens apresentados e principalmente como a franquia poderia expandir ainda mais os conceitos e ideias dos filmes anteriores, o que resultou em uma longa espera de 15 anos, mas que agora podemos afirmar que valeu a pena pois Tron: Ares é uma sequência que não somente respeita os elementos usados em projetos anteriores como também se utiliza da mitologia deste universo para trilhar um caminho próprio oferecendo ação, aventura, drama e nostalgia na medida certa.

Enredo

No filme somos apresentados a Ares (Jared Leto), um programa avançado de Inteligência Artificial que começa a demonstrar emoções e ideias que estão além de suas diretrizes padrões, o que o coloca em uma situação divisiva uma vez que ele e a principal defesa militar de Julian Dillinger (Evan Peters), que pretende usar as habilidades de Ares para iniciar uma nova era entre humanos e inteligências artificiais. Partindo dessa premissa, o carinho de Jared Leto por Tron e um dos pontos que ajudam com que o seu personagem se torne cativante e muito bem desenvolvido dentro da trama, impulsionando em uma aventura vibrante e divertida que prende a atenção do público a cada sequência do início ao fim. O desenvolvimento da trama é bem direcionado por Joachim Ronning que opta por trazer uma abordagem muito mais imersiva e relacional entre o mundo real e o digital, com ângulos e planos que proporcionam uma narrativa fluida e interessante.

Além de Ares, o filme também conta com personagens secundários que auxiliam no avanço da história transcendendo entre tensão, drama e aventura ao longo da jornada, com destaque para a personagem da atriz Greta Lee que divide boa parte da história juntamente com Leto sendo responsável pelos momentos mais humanizados da narrativa. Os antagonistas também são grandes atrativos do enredo e aqui representam ameaças significativas tanto para o mundo real quanto para o digital, sendo figuras-chaves para o desenrolar da trama.

Efeitos Visuais e Trilha Sonora

Se em 1982, o primeiro filme de Tron trouxe grandes revoluções tecnologias para a indústria do cinema, aqui esses efeitos são parte essencial para proporcionar uma imersão narrativa ao grande público, sendo bem aplicados tanto nas sequencias de ação quanto nos momentos em que o mundo digital de Ares ganha vida em tela. Juntamente com o aspecto visual, o novo filme também se utiliza da trilha sonora composta por Nine Inch Nails para complementar a estética retrofuturista e eletrônica da trama, trazendo batidas e mixagens que mesclam muito bem com as características sonoras tradicionais da franquia.

Nostalgia

Apesar de trazer uma abordagem repaginada para a franquia, o filme se utiliza bem dos conceitos explorados em histórias anteriores para dar impulso a nova jornada, o que certamente agrada aos fãs mais antigos e também prepara um contato mais familiar para quem só conhecia a franquia por meio do filme de 2010. Além desses elementos, o filme também se beneficia de grandes referencias em destaque da cultura pop que contribuem tanto na narrativa quanto na atmosfera tecnológica servindo de base para gerar momentos de reflexão em torno do que se está sendo representado em tela.

Conclusão

Tron: Ares é uma grata surpresa aos fãs e também ao publico geral, resgatando tudo aquilo que consagrou a franquia dentro da cultura pop ao mesmo tempo que estabelece possibilidades promissoras para o futuro da saga oferecendo uma aventura divertida, imersiva e memorável, que alinhada aos efeitos visuais e uma trilha sonora envolvente garantem uma experiência audiovisual única e que merece ser apreciada com todo o potencial que uma sala de cinema tem a oferecer.