Tempo, saudade e amadurecimento. Essas são algumas das lições que Toy Story 5 entrega em seu retorno às telas dos cinemas. Desde sua estreia, em 1995, o grupo de brinquedos liderado pelo xerife Woody mostrou que seria marcante. Ao longo de 30 anos, a franquia provou que sempre encontra uma forma de voltar para nos fazer desacelerar e valorizar as pequenas coisas da vida.

No novo longa, que estreia nesta quarta-feira, a história ganha uma nova perspectiva. Desta vez, a trama não gira em torno de Woody ou Buzz Lightyear. O protagonismo é de Jessie, personagem que finalmente recebe o destaque que muitos fãs aguardavam há anos.

Demorou um pouco, mas o debate sobre tecnologia também chegou ao universo dos brinquedos. Além dos efeitos do tempo, que já começam a aparecer em alguns personagens, surge uma nova preocupação: a crescente presença dos jogos eletrônicos e o afastamento das crianças dos brinquedos tradicionais.

Em paralelo a essa mudança, Jessie é confrontada por antigas lembranças, sentimentos de saudade e pela dor de perceber que, mais uma vez, pode estar perdendo espaço para novos interesses e formas de entretenimento.

Toy Story 5 resgata a fórmula que consagrou a Pixar: uma combinação de humor, emoção e reflexões profundas. O filme faz rir, emociona e toca em questões universais com uma delicadeza que poucas produções conseguem alcançar.

No fim, a animação mostra que, mesmo em um mundo cada vez mais conectado e acelerado, ainda há espaço para histórias capazes de nos fazer parar por alguns instantes e apreciar aquilo que realmente importa. E talvez seja justamente esse o maior poder de Toy Story após três décadas: lembrar que crescer não significa abandonar as memórias que nos trouxeram até aqui.